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    <title>Blog da Clementina</title>
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    <description>Blog da Clementina</description>
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      <title>Tô de mudançaVocê deve ter estranhado o meu sumiço nesta semana, né? Culpa do Digitador (que se diss...</title>
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      <pubDate>Fri, 7 Nov 2008 19:52:12 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;Tô de mudança&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Você deve ter estranhado o meu sumiço nesta semana, né? Culpa do Digitador (que se disse atarefadíssimo) e da informática. Estou migrando para outro canto, onde, além de repartir meus pensamentos com as pessoas queridas, planejo ter muito mais entretenimento, interação e dicas para gente que vive com animais e vice-versa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como eu tentei ditar o novo endereço para o Digitador e tive de repetir várias vezes algumas letras, resolvi facilitar as coisas. Para conhecer a minha nova casinha, basta clicar &lt;a href=&quot;http://colunas.galileu.globo.com/blogdaclementina/&quot; target=&quot;BLANK&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijo,&lt;br/&gt;Clê</description>
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      <title>Isso aqui ô ôHoje é Dia das Bruxas, o que motivou o Digitador a entrar numa divagação sobre como ser...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 31 Oct 2008 20:19:17 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;Isso aqui ô ô&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Hoje é Dia das Bruxas, o que motivou o Digitador a entrar numa divagação sobre como seriam as coisas caso eu e ele morássemos nos Estados Unidos. E passou a pesar os prós (P) e os contras (C):&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(P) Estaríamos elegendo o Obama, e não assistindo à vitória do Kassab&lt;br/&gt;(C) Não entenderíamos o sistema de contagem de votos&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(P) A partir do mês que vem, poderíamos estar de férias esquiando no Colorado&lt;br/&gt;(C) Alguém aí já viu pug esquiando?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(P) Veríamos jogos da NBA, NFL e NHL! &lt;br/&gt;(C) Apesar dos pesares, ainda preferimos CBF, FPF e SFC&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(P) Teríamos um McDonald’s em cada esquina&lt;br/&gt;(C) Será que vem daí o hábito dos cães de fazer xixi nas esquinas?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(P) Comemoraríamos o Halloween&lt;br/&gt;(C) E eu correria o risco de sair por aí fantasiada como o colega abaixo&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Decidimos ficar por aqui.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Brasil...sil...sil...sil&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijo e ótimo final de semana,&lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;cao2.JPG&apos; /&gt;</description>
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      <title>Ebaaa, é sexta-feiraOi, gentes,É hora de esquecer que fiquei sozinha mais tempo do que deveria nesta...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 31 Oct 2008 20:05:10 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;Ebaaa, é sexta-feira&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Oi, gentes,&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É hora de esquecer que fiquei sozinha mais tempo do que deveria nesta semana.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É hora de deixar pra lá o fato de eu ter passado um dia seguindo o Digitador pela casa atrás dos meus bifinhos [ND: eles acabaram na quarta, mas no dia seguinte estavam lá, e com um novo sabor que a Clê adorou].&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É hora de não perder um pelinho de preocupação pelo fato de a nossa diarista ainda se referir a mim como “cachorrinha”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É hora de fazer que não fiquei chateada pela bronca que levei na terça-feira. Só por ter deixado escapar um xixizinho na sala de TV.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É hora de não me importar por já ter completado mais de duas semanas dormindo sobre tapetinhos, em vez de ter uma caminha nova [ND: ainda não confio que ela vai tratar com carinho o cantinho em que dorme; bom, mas daqui a pouco sai o 13º e pretendo comprar uma caminha a prova de pugs; aceito sugestões]&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Enfim, é hora de ser feliz, pois é sexta-feira, e o Digitador prometeu que vamos passear muito neste final de semana. E isso é tudo de que eu preciso (tá bom, vai, água, bifinhos e carinhos também são necessários) para ser feliz.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Depois eu conto tudo.&lt;br/&gt;Beijo,&lt;br/&gt;Clê &lt;br/&gt;</description>
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      <title>Eu cheguei em frente ao colchãoSou boa de caminha. Isso é fato. Ainda mais quando alguém perspicaz c...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 29 Oct 2008 18:33:11 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;Eu cheguei em frente ao colchão&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;ablogsono.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sou boa de caminha. Isso é fato. Ainda mais quando alguém perspicaz como o Digitador sabe como explorar os atalhos que me levam a um sono profundo, reconfortante e cheio de sonhos sobre parques cheios de gente e cães, com árvores produtoras de bifinhos, jornais auto-limpantes e nada de coleiras.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando vai chegando determinada hora da noite, o Digitador me coloca sentada sobre a perna esquerda dele e me segura pelas axilas. Com os polegares, ele massageia meu tórax. Ficamos face a face. Não sei se é por causa do tédio de ter o rosto do cara diante de mim ou se é efeito da massagem, o certo é que bocejo descontroladamente nesses momentos. Isso provoca gargalhadas ruidosas, principalmente se, no final do bocejo, sai um sonzinho similar ao ronco de uma cuíca.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Depois de vários bocejos e muitas gargalhadas, sou carregada no colo como se fosse um bebê humano. É confortável demais e me causa uma sensação de bem-estar e arrependimento. O arrependimento decorre da lembrança de que, antes de eu destroçá-la, a minha caminha era quase tão confortável quanto a combinação de colo e braço do Digitador.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando eu começo a piscar duro, sou levada até o que sobrou da minha caminha. O Digitador sabe que, nessa hora, todo o cuidado é pouco. Estou quase dormindo, mas posso despertar e dar início a um novo ciclo de brincadeiras. Antes que eu esboce sair da caminha, sou presenteada com um bifinho. Sei que isso não é recomendável, mas adoro comer na cama.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Devoro a iguaria antes que o homem apague a luz e vá para o quarto. Ele dá uma última olhadinha pra checar como estou. Eu retribuo com a melhor cara de pidona que eu consigo fazer. Ele diz: “Um bifinho só, Clê. Se não, você tem pesadelo”. Então, tá. E assim eu pego no sono, sonhando com as minhas árvores de bifinhos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Será que pesadelo é tão ruim assim?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijos,&lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Nepal nem a pau?Salve, pessoas, como foram de final de semana? O meu teve passeios, banho gostosinho...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 27 Oct 2008 19:36:05 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;Nepal nem a pau?&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Salve, pessoas, como foram de final de semana? O meu teve passeios, banho gostosinho (acho que o Digitador é meio fresco, pois ele me pega muito mais no colo depois dos banhos) e muita preguiça no sofá da sala.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A semana começou feliz. Hoje, ao abrir o computador, o homem me mostrou a notícia abaixo. Presta atenção na foto que ilustra a reportagem.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijo,&lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Nepaleses homenageiam os cães em festa da tradição hindu&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;ablognepal.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;NOVA DÉLI - Aconteceu nesta segunda-feira (27) no Nepal o Kukur Tihar, o dia dos cães, festa típica celebrada no final do outono (boreal), geralmente em coincidência com os dias do Diwali, a festa das luzes, que correspondem a uma espécie de Natal e Ano Novo para os hindus. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na festa de Kukur Tihar, a população nepalesa venera os cães, considerados os animais mais fiéis ao homem desde os tempos mais antigos. Para a celebração, as pessoas enfeitam os cães com guirlandas de flores e preparam para eles pratos especiais.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A festa se origina de uma lenda narrada no poema épico hindu &quot;Mahabharata&quot;, segundo a qual um cão teria sido fiel acompanhante de um santo hindu durante sua viagem para a eternidade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;As celebrações do Kukur Tihar são consideradas o símbolo da convivência pacífica do homem com todos os seres vivos.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>A diaristaJá falei aqui sobre a saia-justa que enfrento toda quinta pela manhã. Isso porque esse é o...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 24 Oct 2008 18:33:34 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;A diarista&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Já falei aqui sobre a saia-justa que enfrento toda quinta pela manhã. Isso porque esse é o dia em que a Mércia vem deixar nossa casa de pernas pro ar, mas com a recompensa daquele cheiro de dar inveja em vizinho. Aos poucos, essa operação está deixando de ser um inferno pra mim e estou acertando os meus ponteiros com os da moça.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antes de explicar por que estou mais tolerante, acho necessário contar a origem da minha, com o perdão do pleonasmo, animosidade. Quando o Digitador me apresenta a uma nova pessoa, o discurso é mais ou menos assim: “Fulana(o), esta é a Clementina. Clê, esta(e) é a(o) fulana(o)”. Daí pra frente, essa pessoa já passa a me chamar de Clê, Clemê, Tina ou alguma outra variação mais criativa. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Apesar de termos sido apresentadas dessa maneira, a Mércia não me chama pelo nome. Quando chega em casa, ela diz “oi” e já vai trocar de roupa. Depois, começa a deslocar cadeiras, sofás e mesas sem me dirigir a palavra. A esta altura, eu já estou de pé ao lado da cama do Digitador, soltando a minha respiração mais úmida na cara dele.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por fim, quando o homem vai sair para o trabalho, ela vira pra ele e pergunta: “Essa quantidade de comida que você deixou tá boa ou eu tenho de colocar um pouco mais para a cachorrinha”. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Cachorrinha?!?!?! Tem dó... Nem desconhecidos na rua me chamam assim. Daí, num momento de paciência professoral, o Digitador ficou falando sobre a diferença de temperamento que existe entre os humanos. Uns são mais tímidos, outros adoram brincadeiras, há os que estão sempre tristes, a maldade transborda do coração de alguns e por aí vai. Pensei: “Ai, que gente complicada. No mundo canino é tudo mais simples: a gente simplesmente mostra os dentes, para brincar ou para brigar. E ponto final. Sem essa coisa humana que o Digitador, de uma maneira meio esnobe, define como “gray área”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Bom, mas o sermãozinho do homem acabou dando algum resultado. Hoje, consigo notar o que há de afetuoso no “oi” da Mércia. Quando a gente se cruza pela casa ao longo do dia e ela solta um longo “êêêêê” ou faz um rápido afago, sinto que rola um esforço sobre-humano para vencer a timidez e demonstrar o quanto ela gosta de mim. Acho que agora gosto dela também.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E ainda bem que as coisas se encaminharam desse jeito. Como é possível ver pela foto abaixo, eu já estava preparada caso a minha relação com a moça tomasse outra direção.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um beijo,&lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;ablogluch.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>22/10/08 – De volta pro meu aconchegoNas poucas vezes em que vemos TV em casa, já vi cenas mais ou m...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 22 Oct 2008 20:14:12 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;22/10/08 – De volta pro meu aconchego&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nas poucas vezes em que vemos TV em casa, já vi cenas mais ou menos assim: depois de um tempão separadas, duas pessoas se reencontram, correm na direção uma da outra e trocam abraços demoradíssimos. Em geral, essas corridas acontecem em câmera lenta. Como essa é a velocidade máxima que o Digitador atinge ao correr, senti-me numa cena dessas quando a gente se reencontrou na noite da última segunda-feira.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não era a primeira vez em que passamos um tempo afastados. Sabia que iria ficar uns dias brincando com os meus priminhos e que, uma hora, o cara com quem divido o apê apareceria e me resgataria. Enquanto esse dia não chegava, como diz uma certa política que tem por aí, o negócio era relaxar e gozar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E como eu relaxei... As coisas na casa da Doris são bem mais liberadas e flexíveis. Deixei escapar um cocozinho no chão da cozinha e tudo o que ouvi foi: “Xanda, onde tá o rodo?”. Subi e desci dos sofás e camas sem ser molestada. Quando entrei em desentendimento com os meus priminhos, dificilmente a culpa e as punições recaíram sobre mim. Tudo seria um paraíso, não fosse eu ter esse hábito de gostar incondicionalmente e sentir saudades.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por isso fiquei tão contente quando ouvi aquele ronco de carro na segunda-feira. Logo a campainha tocou e começou o alvoroço na casa. Depois de vários gritinhos em falsete, a porta da sala foi aberta e saímos eu, o Polan e a Belinha na direção do visitante que acabara de chegar (o Digitador, no caso). &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;As mulheres que já disputaram um buquê de noiva em casamento são as únicas pessoas que têm uma idéia de como foi a disputa pelas canelas do Digitador nesse momento. Ele tentou encarnar uma Madre Teresa rápida e procurou distribuir afagos em doses iguais. Enquanto os caninos pulávamos insanamente, o homem cumprimentou as humanas. Passado o furor dos cães, o Digitador se sentiu confortável para brincar só comigo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Parece que a gente não se via havia décadas. Fiquei tão cansada que dormi a viagem toda de volta para São Paulo. Foi a coroação de uma semana de férias perfeita. Que venham outras.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ah, para ter uma idéia da felicidade exagerada do Digitador, veja a foto abaixo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um beijo,&lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;ablogreencontro.JPG&apos; /&gt;</description>
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      <title>21/10/08 – Emprego temporário de digitadora[Nota do Digitador: gente, durante o tempo em que estive ...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Tue, 21 Oct 2008 15:52:06 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;21/10/08 – Emprego temporário de digitadora&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;[Nota do Digitador: gente, durante o tempo em que estive fora, a Xanda, minha sobrinha, aprendeu a interpretar os gestos e ruídos da Clê; com isso, ela digitou o texto abaixo]&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Digitador,&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como está aí em Paris? A Doris disse que é um lugar onde há cachorros de várias marcas e uma torre grande para eles fazerem xixi.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Aqui está tudo bem. A Belinha é meio resistente às minhas brincadeiras de mordidas, mas aí eu desconto no Polan.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Aliás, falando em descontar, a Xanda ontem chegou toda apavorada, igual quando eu vejo um cachorro muito maior do que eu vindo na minha direção. Ela estava agitada. Se tivesse um rabinho, estaria entre as pernas. Não entendi o que aconteceu.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No mais, tudo bem. A Tia Suely me trouxe presentes: meus deliciosos bifinhos!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por conta dessas coisas, quando você voltar, teremos que estender as caminhadas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quer saber? Não acho nem um pouquinho ruim.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;C´est la vie.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;Beijo,&lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;</description>
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      <title>20/10/08 – [ND – Não agüento mais de saudade]São exatamente 19h40 aqui na redação de Galileu. Depois...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Tue, 21 Oct 2008 15:42:27 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;20/10/08 – [ND – Não agüento mais de saudade]&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;São exatamente 19h40 aqui na redação de Galileu. Depois de uma semana sem o meu contato diário com a Clê, estou feliz por saber que, daqui a pouco mais de uma hora, vou me reencontrar com quem, por maior que tenha sido a minha pisada na bola, jamais me negou um abano de rabo. E como isso faz falta...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estive em Paris a trabalho. Pra mim, lugar melhor no mundo não há. Mas foi a primeira vez que estive ali depois da entrada dessa cadelinha querida na minha vida. Toda noite, ao reencontrar o aconchego frio do quarto de hotel, pensei o quanto a Clê poderia tornar mais humana aquela volta ao “lar”. Nos poucos momentos que tive para dar umas voltas pelas ruas da cidade, o aperto no peito foi maior ainda.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os parisienses adoram exibir nas ruas a paixão que têm pelos cães. E é lindo demais ver aquele povo chique andando com cachecol no pescoço, baguete sob as axilas e um bichinho bem cuidado na ponta da guia. Vi desfilar orgulhosos e elegantes yorkshires, terriers, buldogues franceses, pequineses (esses fazia muito tempo que eu não encontrava), labradores, golden retrievers etc. Até os cães dos mendigos têm aquela dignidade de quem deixou entrar no DNA os conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade, esculpidos em algumas fachadas de Paris.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas nenhum desses cachorros estavam mais orgulhosos e elegantes do que um casal de pugs que exibiam suas línguas em pleno Boulevard Saint Michel. Pedi para brincar um pouco com eles. A dona não disse que não. Tampouco me incentivou. (Acho que, se alguém viesse me pedir para brincar com a Clê com um português tão rudimentar quanto o meu francês, não sei se eu seria muito cortês.) Quanto aos pugs. Bem, eles deram o que deles se esperava: lambidas, rabadas velozes, arfadas calientes e olhos esbugalhados.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quer saber, chega de escrever. Vou lá buscar o meu bebê, que amanhã volta a assumir este blog e a melhorar (e muito) a qualidade dos textos por aqui.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijo,&lt;br/&gt;Digitador  &lt;br/&gt;</description>
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      <title>15/10/08 – Liberdade ainda que tardiaAgora que sei que essa história de separação tem prazo de valid...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 15 Oct 2008 12:07:41 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;15/10/08 – Liberdade ainda que tardia&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;ablogdoris.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Agora que sei que essa história de separação tem prazo de validade, já não fico triste quando o Digitador me deixa com alguém. Quem lê esse começo de diálogo entre eu e você imagina que esses distanciamentos aconteçam com freqüência. Na verdade, essa será a segunda vez, desde 9 de janeiro deste ano, em que dormirei longe do cara que divide apartamento comigo. E a razão da separação será a mesma: viagem a trabalho. Como isso ajuda a manter o meu estoque de bifinhos, não me chateio.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A esta altura, eu já estou na casa da Doris, irmã do Digitador. É o mesmo lugar em que fiquei da vez anterior. E isso é sinônimo de festa, pois lá estão os meus priminhos. Tenho certeza de que, depois dos desentendimentos iniciais, eu e a Belinha vamos nos suportar e passar uns dias bem alegres. E já imagino o tanto de liberdade que eu terei. A irmã e a sobrinha do Digitador são bem mais tolerantes que ele e não se chateiam caso a casa perca um tapetinho ou que um lençol amanheça com uma mancha úmida. Ebaaaa!!!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Só não gostei muito da cara do Digitador na despedida. A troca de guarda aconteceu na casa da tia Neide. Pela foto acima, dá para ver como a Doris ficou feliz. Mas eu percebi nas feições do meu parceiro uma pontinha de dor. Com o meu olhar mais terno, pensei: “Não fica assim não, meu querido, uma semana passa rapidinho”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em vez de ficar tristinho, acho que ele deveria ficar planejando que coisa bonitinha ele vai comprar para mim. Pois, se chegar de mão abanando, corre o risco de levar uma mordidinha. E isso sim é motivo para ficar triste.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um beijo,&lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;</description>
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      <title>14/10/08 – A família cresceAdoro quando o Digitador chega em casa com a notícia de que alguém do nos...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Tue, 14 Oct 2008 02:07:51 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;14/10/08 – A família cresce&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Adoro quando o Digitador chega em casa com a notícia de que alguém do nosso círculo de amizade tá de cachorro novo. E, a esse respeito, ultimamente estou especialmente feliz. Em vez de uma, ganhei duas novas amiguinhas. Elas ainda são muito novinhas e, por conta disso, ainda não fomos apresentadas. Mas essas cachorrinhas representam pra mim a promessa de um futuro com muitos passeios, brincadeiras e (para não deixar os instintos canino e feminino de lado) uma ou outra rosnadinha.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Começo dizendo oi para a Berenice, a nova companheira da Bianca, aquela menina que, vira e mexe, aparece em fotos brincando comigo aqui neste blog. Acho até que ela demorou demais para ter uma cadela para chamar de sua. Mas explicar a demora é fácil. A Danny, mãe da Bianca – mulher ocupadíssima e de vida social animada –, não era muito favorável à idéia de ter um bicho carente e que exige cuidados dentro de casa. Mas a Bianca ganhou a Berê de presente do pai, e agora não tem mais volta. Aos poucos, a minha nova amiguinha vai conquistando os corações da casa (estou usando o substantivo no plural, mas é claro que o amor da Bianca já é um fato consumado). Basta olhar a carinha da cachorrinha abaixo para entender o porquê!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;ablogfamilia1.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ter de conquistar corações é uma coisa que a Adelaide não teve de fazer. No domingo passado, o Digitador recebeu um telefonema da Mariana, vizinha de bairro e ex-colega de trabalho do homem. Ela disse que tinha uma coisa para mostrar. Já desconfiado do que era, o Digitador perguntou: “Estou pensando em passar na sua casa para ver essa tal coisa. Vai valer a pena?”. “Muuuuiiito”, ela teria respondido. E lá foi ele conhecer uma bernese brincalhona e com cara de simpática. Ao chegar lá, toda a família e o namorado da Mariana estavam esparramados pelo chão, paparicando a recém-chegada. Pela imagem que você vê abaixo, o Digitador não pensou duas vezes em se atirar no chão da casa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;ablogfamilia2.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É isso aí. Bem-vindas, minhas queridas. Que as pessoas que dividem a casa conosco sejam generosas e não deixem a gente separadas por muito tempo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um bifinho pra vocês,&lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;</description>
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      <title>13/10/08 – O telefone tocou novamenteDe todas as invenções humanas, a que mais me irrita é o telefon...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 13 Oct 2008 16:17:20 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;13/10/08 – O telefone tocou novamente&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De todas as invenções humanas, a que mais me irrita é o telefone. Quando estou sozinha em casa e essa geringonça toca, meu coraçãozinho parece que vai sair pela cauda. Mas isso é o de menos. Fico de fato possessa nos momentos em que estou no meio de uma brincadeira com o Digitador e tenho a minha diversão interrompida pelo ruído dessa coisa chata.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O homem pára tudo, sai em disparada, senta no sofá, pega o aparelho antigão (se ele tivesse um telefone sem fio, daria para a gente continuar brincando) e entra num blablablá interminável com parentes e amigos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para tentar encurtar a prosa, eu faço um monte de coisa que, sei, o Digitador detesta. Uma delas é ficar correndo atrás do meu próprio rabo no sofá. O barulho das minhas patas e unhas sobre o couro artificial é, concordo, intolerável. Outra estratégia é ficar lambendo ruidosamente certa parte do meu corpo. Nesses momentos, o cara põe a mão no bocal do telefone e diz coisas do tipo: “Ai, Clê, isso é muito desagradável, viu?”. Desagradável é ficar de lado e perder a concorrência para uma voz desprovida de corpo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eventualmente, percebo que viro assunto da conversa. Frases como “ela já tá melhor; o pêlo voltou a crescer”, “ela tá linda e brincalhona como sempre” ou “ontem ela aprontou no chão da sala” não deixam dúvida de que o interlocutor do outro lado está se informando sobre a fofa aqui.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os demais cães podem se contentar com isso, mas eu acho pouco. Outro dia, o Digitador percebeu isso e tentou me fazer usar aquele troço. Falou assim: “Olha [até parece que dá para “olhar” alguma coisa ali] como ela arfa!”. E colocou o telefone perto da minha boca. Mas ele se ferrou, pois, em vez de continuar respirando ruidosamente, comecei a lamber o bocal. Ele repetia: “Não, Clê. Arfa, meu bebê!”. Uma voz feminina do outro lado completava o coro de incentivo: “Oi, Clê, fala comigo!”. Não movi nem um músculo e pensei comigo mesma: “Se quiser falar comigo, venha me ver pessoalmente”. Afinal, como posso querer conversar com alguém cuja única informação que tenho a respeito é o fato de ela ter colocado fim a uma brincadeira legal?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Só há uma situação em que vejo utilidade no telefone. É quando o Digitador solta as seguintes frases na seqüência: “Oi, tudo e você?”, “tô, sim”, “a gente inventa alguma coisa”, “vem aí”. Passados alguns minutos, o interfone (prefiro muito mais este aparelho) toca e alguém se materializa na porta de casa. Daí, eu fico com mais de uma pessoa para brincar comigo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E é só para isso que o telefone deveria servir: um materializador de gente que gosta de sentar no chão, jogar bolinhas e, ao vivo, jogar conversa fora.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijos,&lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;</description>
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      <title>8/10/08 – As outras facesSalve, gentes! Ontem à noite (na verdade, na madrugada de hoje), o Digitado...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 8 Oct 2008 20:04:07 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;8/10/08 – As outras faces&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Salve, gentes! Ontem à noite (na verdade, na madrugada de hoje), o Digitador cismou de provar pra mim que eu faço parte da raça de cães mais expressiva que existe. Carregou-me para perto do computador, acomodou o meu corpinho naquele colo confortável e começou a exibir imagens dos meu parentes distantes.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para cada imagem que mostrou, soltava um comentário (reproduzido abaixo), seguido ou não de uma risada escandalosa. Veja um compacto com os melhores (???) momentos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijo, &lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;imagem1.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;“Eu não tenho nada a ver com esse montinho”&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;imagem2.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;“Tudo bem, com esse montinho eu tenho a ver”&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;imagem3.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;“Isso são horas?”&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;imagem4.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;E=MC²&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;imagem5.JPG&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;Somos Obama!!!&lt;/font&gt;</description>
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      <title>7/10/08 – Como conter a incontinência?Oi, gentes, tudo bem? Tive um final de semana maravilhoso. Não...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Tue, 7 Oct 2008 12:31:36 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;7/10/08 – Como conter a incontinência?&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Oi, gentes, tudo bem? Tive um final de semana maravilhoso. Não faltaram passeios, carinhos, trato no pet shop e interação com humanos. Uma delícia. Isso ajudou a superar um probleminha recente que tem alterado meu humor. E a semana já começa com ele. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Desde o dia em que cheguei à nossa casa [ND: 9 de janeiro deste ano] pra cá, já consigo calcular o tempo que separa o momento em que o Digitador diz “Cuida da casa, bebê. Te amo” daquele em que a chave gira na fechadura, a porta se abre e damos início às festividades da noite. O problema é que, ultimamente, esse período tem aumentado um pouco às segundas e às quartas, dias em que o Digitador faz um curso. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Resultado: quando ele chega, estou ainda mais ansiosa, minha cauda se movimenta numa velocidade impossível de ser acompanhada a olho nu e meus saltos assumem proporções que, segundo o Digitador, são similares àquelas que os incorporados atingem nos terreiros de candomblé. Fico querendo tudo em dobro, as brincadeiras, os bifinhos, as mordiscadas...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Assim foi ontem. A porta foi aberta com mais de uma hora de atraso. Ansiosa, eu não queria perder nem um minutinho sequer ao lado do cara que divide o apartamento comigo. Depois de brincarmos por uma meia hora, o homem foi lavar a louça. Colei nele. Terminada essa função, ele foi ao quarto, pegou um monte de roupa e colocou na máquina. Sempre tendo a mais linda pug como sua sombra.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Foi nessa hora que, feliz e sem a menor vontade de sair dali, aquela coisa marrom (não digo o nome vulgar nem sob a ameaça de um pitbul) abandonou o meu corpinho e pousou sobre o chão da área de serviço, a três metros do jornal onde costumeiramente acumulo esse tipo de dejeto. Sem se importar muito com a minha alegria por estar do lado dele, o Digitador ficou possesso. Pegou a pá, a vassoura e o Pinho Sol. Deu início ao processo de limpeza e logo soltou seu primeiro palavrão, seguido da expressão: “Pô, Clê, e ainda é mole!”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não me alterei, pois prefiro o homem cheio de rabugices do meu lado do que feliz, mas distante de mim. O processo de limpeza foi rápido. Mais calmo, o Digitador estendeu a roupa, me pegou no colo, fez aquele sermãozinho ligeiro e ficou ouvindo um som na sala, comigo deitada na barriga dele (você não imagina o quanto isso é bom!). &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Terminada a audição, fomos para a cama. Eu para a minha, ao lado do local onde, minutos antes, havia rolado a minha incontinência. Agora, um suave cheiro de limpeza tomava conta do lugar. E não havia o menor vestígio da presença daquelas coisinhas marrons. Dormi e sonhei com um lugar gramado cortado por um rio transbordante de Pinho Sol.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um beijo,&lt;br/&gt;Clê &lt;br/&gt;</description>
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      <title>3/10/08 – Fala que eu te escutoQuem já me acompanha há algum tempo sabe uma característica inegociáv...</title>
      <link>http://www.blogdaclementina.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 3 Oct 2008 20:06:16 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.blogdaclementina.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;3/10/08 – Fala que eu te escuto&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quem já me acompanha há algum tempo sabe uma característica inegociável a meu respeito: não há nada mais delicioso, recompensador, interessante e desbravador do que um belo passeio. Não sei se salivo mais ao ver o Digitador acenando com um bifinho ou quando ele me hipnotiza com o vaivém ritmado da guia. O certo é que, quando ouço a expressão “Passear, bebê?”, já vou na direção do homem com a cabeça baixa que é para facilitar a colocação da coleira.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para não entediar os leitores mais antigos, vou pular aquela parte que adoro repetir, na qual listo as razões pelas quais gosto tanto de passeios. Em vez disso, trago à tona uma das coisas mais subestimadas por cães e seus donos quando estão em espaço público: o clamor das ruas!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Explico: em geral, as pessoas que me vêem passeando com o Digitador têm três reações. A primeira é fingir que ignora a diferença de tamanho entre nós e seguir em frente. A segunda é se derreter toda(o), abordar o Digitador, perguntar meu nome e saber tudo sobre pugs. A terceira é aquela em que, por timidez ou educação, a pessoa passa pela gente sem falar nada e, depois de imaginar que não estamos mais ouvindo, tece comentários. É sobre essa categoria de humanos que me debruço agora.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Segundo o Digitador, a situação é bem semelhante àquela encontrada nas salas de espera das clínicas de obesidade. Quando vê alguém rotundamente gigante entrando no recinto, quase ninguém tem coragem de chegar na pessoa e perguntar coisas do tipo: “Nossa, o que aconteceu? Como você ficou desse tamanho? Onde vai parar?”. Em geral, os obesos em situação menos desesperadora costumam segurar a vontade de fazer essas perguntas, mas são incapazes de conter o inevitável “putz” que escapa entre os lábios.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Assim é esse tipo de pessoa que cruzamos na rua durante os passeios. Falam pensando que não estamos ouvindo. Entre as expressões que mais soltam, a campeã continua sendo “Olha, é aquele cachorrinho do ‘Homens de Preto’!”. Ultimamente, tenho percebido que as pessoas estão mais criativas. Outro dia, uma moça que caminhava com a amiga esperou pela nossa passagem e soltou: “Olha o rabinho! Lembra as rosquinhas de leite que a minha vó faz!”. Pouco depois, um rapaz comentou com a namorada: “Nossa, de tão feio é lindo”. “Feio, não. É lindo e engraçado”, acrescentou a moça, a quem eu deixo aqui um obrigado e uma dica: feio é o seu namorado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Depois deste pequeno e inconseqüente desabafo, reproduzo agora a frase que ouvimos na rua e que, além de me encher de orgulho, inspirou este post. Mãe [ND: na casa dos quarenta e poucos] e filha [ND: pré-adolescente] passeavam alegremente. Quando ainda estavam a meio quarteirão de distância, a menina já cutucou a mãe e começou a falar o quanto eu sou bonitinha e tudo mais. Fez-se o silêncio até que cruzássemos uns com os outros. Quando a mãe imaginou que eu e o Digitador já não estávamos mais ouvindo, disse: “Todos os outros cães dessa raça que eu vi são gordos, mas essa está em forma”. Logo depois de ouvir isso, acelerei o passo da nossa caminhada para melhorar ainda mais os meus contornos. Força, Digitador! Quem sabe um dia você ouve algo parecido...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijo e ótimo final de semana,&lt;br/&gt;Clê&lt;br/&gt;</description>
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